Um homem dois homens três homens
atravessam um corredor cheio de portas. Todas as portas estão fechadas mas há vida lá dentro: ouvem-se barulhos, risos, conversas, a luz passa por entre as gretas, às vezes muito forte outras vezes muito ténue. Os três homens atravessam o corredor rápida e fugazmente, um a seguir ao outro, no estreito corredor.
O primeiro encosta os ouvidos às portas mas não entra.
O segundo repara que o primeiro encostou os ouvidos às portas, e repetindo os seus gestos vê e ouve o mesmo que o primeiro e segue-o.
Caminhando assim rapidamente, os homens perseguem a saída do corredor.
A saída do corredor estreito e escuro cheio de portas com vida lá dentro.
Aos dois primeiros persegue-os a ideia de que a saída se encontra no fim e dirigem-se então para o fim rapidamente.
É que ao fundo do corredor há uma porta.
Aberta. Mas sem barulhos nem vozes nem risos nem luz.
O terceiro acabou por encontrar uma saída que não era a mesma que a entrada.
quarta-feira, maio 25, 2005
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